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A tenda e o altar sempre estiveram
presentes na vida de Abraão desde o
seu chamado.
Por ser nômade, amava e valorizava a
sua tenda. Desmontava-a e a
transportava aonde fosse. A tenda
representa fragilidade, mudança, o
que é passageiro. Aponta para as
coisas da terra. O homem também,
peregrino que é, está submisso às
mudanças de lugar, de atitudes, tudo
em nós está mudando. Quer brancos,
pretos, ricos ou pobres, letrados ou
ignorantes, crentes em Cristo ou
não, temos uma tenda frágil e
perecível.
Abraão teve sua tenda. Ló, seu
sobrinho que o acompanhava de perto,
também teve a sua, e certamente
sabia muito bem como armá-la. Vemos
assim que a tenda fazia parte, tanto
de um como de outro.
O que diferenciava entre eles é que
enquanto Ló possuía somente a tenda,
Abraão, além da tenda, possuía o
altar.
A tenda é importante, mas não é
tudo. O altar é tudo. A tenda aponta
para as coisas daqui da terra, o
altar aponta para o céu. A tenda
passa, mas o altar permanece. Você
precisa da tenda, mas você precisa
mais do altar. Ele representa a
presença de Deus. É onde Deus se
manifesta, onde Ele aparece. E não
há nada mais confortante que a
presença de Deus. Sem altar, sem
presença de Deus.
O altar trás luz, mostra o caminho,
o caminho da vitória. E foi esse
caminho que Abraão seguiu. Porém Ló,
seguindo o caminho do pecado, da
opressão, da sua visão materialista,
tateando nas trevas da ignorância
espiritual, “ia armando as suas
tendas até Sodoma” (Gn. 13:12).
Sodoma é símbolo do pecado, cidade
em que, segundo a Bíblia, os homens
eram “grandes pecadores contra o
Senhor” (Gn. 13:13).
Nos adverte o Salmo 1:1e2 com as
seguintes palavras: “Bem aventurado
o homem que não anda no conselho dos
ímpios, não se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda
dos escarnecedores. Antes o seu
prazer está na lei do Senhor, e na
sua lei medita de dia e de noite”.
E Ló, que não tinha o altar, foi
levado cativo. A Palavra de Deus diz
que “todo o que comete pecado, é
escravo do pecado” (Jo. 8:24), mas
logo em seguida, encontramos nela
este brado de vitória: “Se, pois, o
Filho (de Deus) vos libertar,
verdadeiramente sereis livres” (Jo:
8:36).
José estava para ser morto por seus
irmãos, mas a sua vida estava no
altar e o Senhor o livrou.
O rei Ezequias teve uma doença
mortal. Deus disse que ele iria
morrer logo, mas mesmo assim o rei
Ezequias correu para o altar, e
achou socorro.
Os leões não devoraram Daniel,
porque animais selvagens não comem
carne cozida ou assada. E Daniel era
uma oferta queimada no altar de
Deus. Pedro, preso pelos soldados
romanos, para logo no dia seguinte
ser morto, confiava no Senhor, e
pôde até dormir no altar, em paz e
segurança firmado nessas palavras
“Deito-me e pego no sono; acordo,
porque o Senhor me sustenta” (Sl.
3:5).
Paulo e Silas, presos na masmorra na
cidade de Filipos, nem faziam caso
dos vergões dos acoites e, “como
sacrifício vivo, santo e agradável a
Deus” (Rm. 12:1), se ofereceram no
altar do louvor e da adoração. Com
isso os grilhões se quebraram,
satanás fugiu derrotado e nome do
Senhor foi glorificado.
Como está o seu altar? Como está o
altar da sua vida? Está bem
edificado (Gn. 12:8)? Está
restaurado (I RS. 18:30)? O fogo
está acesso continuamente nele (Lv.
6:13)?
Vamos deixar a linguagem figurada e
sejamos mais diretos: você tem
sentido sede de Deus? Tem sentido
prazer na oração? Tem gastado tempo
com a Palavra do Senhor? Tem sentido
prazer em adorá-Lo? Se assim o é,
glória a Deus, você está no altar do
Senhor. Senão, talvez você esteja
muito apegado à tenda. Lá dentro
podem estar a preguiça, o tédio, a
incredulidade no poder e
misericórdia de Deus, a inveja, a
usura, a mentira e muitas outras
coisas que lhe amarram e lhe impedem
de ter uma vida vitoriosa. Jogue
tudo isso fora através de uma oração
de entrega absoluta a Deus.
Imediatamente você irá sentir os
efeitos de uma vida vitoriosa. Jesus
disse: “e quem não toma a sua cruz e
vem após mim não é digno de mim”
(Mt. 10:38).
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